quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ela todas as noites abraçava forte o travesseiro. Uma rotina dolorosa. Não era o travesseiro que ela queria abraçar. O universo não conspirava ao favor. Tudo era mais difícil e complicado para ela. Os dias passavam e ela sentia na mesma proporção a saudade aumentar. Ela estava ficando pequena pra tanto sentimentos.Seu silêncio gritava. Um pedido de socorro.
As pessoas se perguntavam o porque daquilo… Ela não era uma menina comum e tão pouco normal. Preferia ficar em casa lendo um livro numa sexta feira a noite e aos sábados, ela afogava suas mágoas em vez de sair com os amigos para uma balada e sempre que ela ia dormir, seu quarto virava seu mundo. Ou melhor, seu poço de tristezas. 
Ela queria abraça-lo. O travesseiro servia de consolo. E todo dia era uma briga, sua alma pedia abrigo. Aqueles braços tatuados era o remédio. Mas eles estavam longe…
Cada vez mais longe.
Distância nunca foi problema, o que ela sentia era maior e mais forte. O que ela sentia era amor.

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