terça-feira, 20 de maio de 2014
Eu sempre soube que eu era diferente das outras garotas que diziam amá-lo. A invasão que ele fez na minha vida foi diferente. Para elas, ele era um cara perfeito, que nunca errava e nunca mentia ou machucava alguém. Para mim ele era aquilo que ele era, de fato: um cantor aparentemente muito seguro de si afinal os outros só imaginavam como ele era só ele tinha a certeza de quem ele é na verdade, mas que não podia ficar mais de vinte minutos sozinho que já não sabia mais o que fazer; um garoto que começou a viver seus sonhos muito cedo e se cansava as vezes por ter que encarar a atual rotina sempre sorrindo, mesmo querendo sair dando socos em tudo o que aparecesse em sua frente; um garoto que, quando eu conheci, a única coisa que tinha nas mãos era um microfone e um violão, mas hoje tem tudo o que um ser humano almejaria para sua vida. Sim, esse é o cara que eu amei e amo. Ao contrário do que muitas pessoas dizem e pensam, o meu amor não é perfeito. Ele já salvou a minha vida, assim como me feriu muito também. O garoto era o mesmo. A diferença é que eu amava o que ele era, e elas, o cara que elas imaginavam que ele fosse. O meu amor nunca foi pelo garoto incrivelmente lindo, estampado num pôster de papel, não. O amor que corria e ainda corre em minhas veias é por um ser humano assim como eu, que chora, fica triste, apanha, mas faz chorar e bate também. E o amor verdadeiro é isso: é amar o lado feio, amar o que todo mundo prefere fingir que não existe. É muito fácil amar um cara rico, bonito e famoso. Difícil é amá-lo quando nada disso está ao alcance dele. É muito fácil amar um cara que está sempre de bem com a vida, distribuindo sorrisos na TV, difícil é amar o garoto errante e comum que existe por trás de toda a mídia. Eu nunca amei o cara que elas viam na televisão. Eu amei o garoto que existia dentro dele. E esse garoto... Ah! Só quem o ama de verdade poderá conhecer um dia.
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